José Eduardo dos Santos comanda o país desde 1979 e é o presidente mais antigo no poder do continente africano, ao lado do presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Nguema. Inúmeras são as acusações de autoritarismo, enriquecimento ilícito e nepotismo, o que supõe a falta do senso de prioridade ao combate à probreza, educação, desemprego, saúde, moradia, saneamento básico, entre outros. Além disso, para muitos, gera dúvidas sobre a transparência e legitimidade das ecolhas dos deputados a Assembléia Nacional e do próprio Presidente da República.No entanto, o atual presidente vem afirmando que o processo será legítimo e democrático. Segundo o portal África 21 Digital, José Eduardo dos Santos se diz ciente e comprometido com as precariedades. “É necessário realizar alguns dos nossos objetivos essenciais, tais como erradicar a fome, a pobreza, o analfabetismo, as injustiças sociais, a intolerância e os preconceitos de natureza racial, regional e tribal”, e que os objetivos do próximo mandato terão como base “um maior equilíbrio do desenvolvimento nacional, a urgência da execução dos programas de reabilitação das vias secundárias e terciárias, água para todos, municipalização dos cuidados de saúde, comércio rural e habitação social.”
A comunidade internacional também tem incentivado as eleições. Recentemente, chefes de estados como Barak Obama e Ângela Merkel - chanceler alemã, têm enviado recados de incentivo às eleições, destinado ao meio político, e pode-se dizer também ao povo. No passado, nossa Dilma discursou em Luanda e falou sobre o aprofundamento da democracia em Angola, apesar de o presidente José Eduardo dos Santos estar no cargo desde setembro de 1979 (contraditório, eu sei!).Também é fato que os meios de comunicação, igrejas, associações, direções provinciais, comunas e o próprio governo vêm incentivando a população a estar em dia com o registro eleitoral para que possa exercer o direito de voto, e creio que isto seja um bom sinal.
Particularmente, vejo a eleição com bons olhos. Mas considerando todo contexto de Angola desde a década de 60, quando iniciou o conflito para descolonização, percebe-se o tamanho do desafio em transpor a fragilidade dos processos eleitorais. Trocando impressões com empresários angolanos, portugueses e brasileiros que atuam em Angola, nota-se a aprovação deste suposto ato democrático, mas também há insegurança no impacto que isto pode gerar na economia, pois se existem boas perspectivas em ano de eleição (abre a tornerinha), também há dúvida nos anós pós-eleições (a tornerinha continuará aberta?).
Por fim, de acordo com outra citação do atual presidente “Tudo requer tempo para ser feito”, então, só o tempo dirá e assim, eu prefiro acreditar, que será um importante passo rumo à prosperidade, não somente para os políticos, construtoras, generais, representantes comerciais (me incluo nisto) e todo tipo de fornecedor de produtos e serviços que auxiliam na reconstrução do país (sai fora China – rs), mas, principalmente, para toda população que necessita de suprimentos para necessidades essenciais.Contudo, vamos aguardar, torcer e rezar para ver no que dá!
Muito obrigado por visitarem meu blog e assistam o vídeo abaixo! :)
Beijos e abraços,
Roberto Pascoal
Consultor e Representante Comercial em Angola
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