sábado, 28 de abril de 2012

Negócios em Angola: BNDES concederá crédito de US$ 2 bilhões para Angola

Por fim Pessoal, esta é outra notícia que vale a pena, especialmente para as relações Brasil - Angola.
Vamos buscar nossa parte neste montante?
Forte abraço!
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BNDES concederá crédito de US$ 2 bilhões para Angola, diz governo

Brasília - O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) informou que o titular da pasta, Fernando Pimentel, assinou nesta sexta-feira (27), com o ministro das Finanças angolano, Carlos Alberto Lopes, documento para a criação de uma nova linha de crédito no valor de US$ 2 bilhões ao país africano.

Angola se comprometeu a manter um saldo em conta garantia no Banco do Brasil equivalente a 20 mil barris de petróleo ao diaO financiamento foi aprovado na última quarta-feira (25) na reunião do Conselho de Ministros da Câmara do Comércio Exterior do Brasil (Camex), acrescentou o governo brasileiro.

Os recursos, segundo o MDIC, sairão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES) para o financiamento de exportações brasileiras de bens e serviços. Como contrapartida, o governo angolano comprometeu-se a manter um saldo em conta garantia no Banco do Brasil equivalente a 20 mil barris de petróleo/dia, informou o governo.

O Ministério do Desenvolvimento lembrou que a nova linha de crédito é resultado de negociações iniciadas no final de 2011, por ocasião de missão comercial brasileira a África. Em Luanda, o ministro Pimentel se comprometeu a expandir as linhas de financiamento para Angola como forma de “tornar mais férteis” as relações entre os dois países.

“O caminho da paz e da cooperação vai fortalecer ainda mais nossos já profundos laços de amizade”, afirmou Pimentel nesta sexta-feira. Segundo o governo, cabe ao governo de Angola apresentar os projetos a serem financiados com os recursos do BNDES e com produtos importados do Brasil. As informações são do G1.


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Roberto Pascoal
Consultor e Representante Comercial em Angola
+244 935 140 782 / 919 018 088 (Angola)
+55 47 8816 6199 (Brazil)
Skype: r.pascoal1 / Twitter: @Roberto_Pascoal

Negócios em Angola: Ir além do petróleo

Olá Pessoal,
O texto abaixo completa mto bem o que foi publicado anteriormente.
Além de superar os desafios da saúde, estrutura, educação e do comportamento pós guerra, este é outro grande desafio para as lideranças de Angola.
Boa leitura.
Beijos e abraços.
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O desafio de ir além do petróleo


Angola deverá registar um crescimento médio de 7,5% nos próximos dez anos, uma performance resultante da crescente produção de petróleo no país e da alta dos preços desta matéria-prima neste período, segundo as estimativas do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), FMI e da consultora Business Monitor International (BMI).


As receitas do petróleo irão manter-se como a base de suporte de toda a economia, mas poderão servir para efectuar uma aposta de diversificação da estrutura produtiva para que Angola evite 'percalços' como a crise de 2009, quando a economia quase caiu em recessão e obrigou a uma intervenção do FMI.
O ano de 2009 destapou o principal risco existente na economia angolana: a excessiva dependência do petróleo. Esta matéria-prima é responsável por 38% do PIB, mais de 70% das receitas fiscais do Governo e 95% das exportações do país. Qualquer queda acentuada nos preços do barril tem fortes implicações para Luanda.

Ainda assim, em termos económicos, a última década foi de sucesso. Angola foi, neste período, a economia que mais cresceu em todo o mundo – sobretudo entre 2005 e 2007 com taxas acima dos 20% –, tornou-se o segundo maior receptor de investimento externo no continente – a seguir à Nigéria – e um dos parceiros-chave da China na região. As avultadas receitas do petróleo permitiram ainda um forte desenvolvimento nas áreas do petróleo, construção e serviços financeiros. A petrolífera estatal Sonangol é um dos maiores paradigmas do poderio financeiro de Angola nos últimos anos com crescente presença em Portugal, por exemplo.

Na próxima década, Angola terá de decidir como aplicar as receitas dos valiosos recursos naturais como petróleo, gás natural e diamantes. Agricultura e as infra-estruturas são as apostas com maior grau de sucesso. O potencial agrícola angolano é inestimável devido ao seu clima e solos férteis, adianta a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). Em 1975, o país era auto-suficiente, o maior exportador de alimentos na África Subsaariana e o terceiro maior exportador mundial de café. Hoje, apenas 3% da terra arável em Angola é utilizada. Além da agricultura – onde o café e bananas poderão ser 'estrelas' –, a OCDE aponta ainda o turismo e o sector de serviços como oportunidades.


Melhorar o ambiente

Mas para atrair investimento e empresários para estes sectores, o país terá de fazer uma revolução no seu ambiente de negócios, tornando-o mais transparente, rápido e eficiente.

Angola está colocada hoje no 163.º lugar no ranking do Doing Business de 2011 da OCDE – relatório anual que avalia o ambiente de negócios – numa lista de 183 países. Cumprimento de contratos, registos de propriedade e leis laborais estão ente os principais problemas. A corrupção é igualmente uma desvantagem comparativa, para a maioria dos investidores – Angola ocupa o 168.º posto numa lista de 182 estados na classificação da Transparência Internacional.

Mas o grande 'motor' alternativo de crescimento futuro deverá ser o sector das infra-estruturas, que terá de recuperar as vias rodoviárias, férreas, sistemas de comunicações ou rede eléctrica, essenciais a qualquer projecto de desenvolvimento.

Os analistas da BMI acreditam que este sector será apoiado pelas receitas dos recursos minerais e pelas linhas de crédito de países emergentes como Brasil e China e que funcionará como um ponto de equilíbrio no final da década quando a produção de petróleo começar a desacelerar após 2016. Depois de 27 anos de guerra civil e uma década de crescimento, Angola tem ainda muito por fazer em termos de infra-estruturas: apenas 12% da população tem acesso a electricidade, quatro em cada 100 habitantes tem telefone fixo e apenas 10% das estradas são alcatroadas.

Na próxima década, Angola continuará a ser das economias que mais irá crescer em todo o mundo. Porem, a expansão económica será muito maior na primeira metade da actual década (crescimento de 10,6% entre 2012 e 2016) do que na segunda metade (4,2% entre 2016 e 2021).

Por luis.goncalves@sol.pt
Fonte: http://sol.sapo.pt/Angola/Interior.aspx?content_id=46142

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Roberto Pascoal
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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Voltei!

Olá Pessoal,
Depois de bastante tempo sem atualizar, tentarei me redimir com algumas publicações.
A desculpa não é a preguiça ou falta de vontade. Mas nas ultimas semanas foquei nos trabalhos de pesquisa e representação comercial em Angola e algumas coisas ficaram de lado, inclusive, o cuidado com a saúde.
O lado bom é que agora me sinto um pouco mais "angolano", pois além da experiência de superar o paludismo (malária), desta vez foi a febre tifóide que me forçou a fazer um pit stop para um bom combate e superação - risos.
No entanto, aproveito este momento para atualizar este espaço que cada vez mais cria boas relações comerciais e de amizade.
No dia 04 de abril o TERRA publicou algo sobre o aniversário de 10 anos de paz em Angola.
Como gostei da forma simples e objetiva, vou tomar a liberdade de publicá-lo aqui também.
Desejo que apreciem.
Muito obrigado por visitarem meu blog.
Beijos, abraços e até breve
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Angola comemora 10 anos de paz após guerra que devastou o país


Angola comemorou nesta quarta-feira os dez anos de paz vividos após a guerra civil que devastou o país, uma década que transformou a antiga colônia portuguesa em um dos países com maior crescimento econômico da África por sua riqueza petrolífera. O presidente angolano, José Eduardo dos Santos, no poder há mais de 32 anos, protagonizou o ato principal da comemoração em Luena, capital da província de Moxico, onde inaugurou um monumento em honra aos heróis da pátria.

No dia 22 de fevereiro de 2002, o líder do grupo rebelde União Nacional para a Independência Total de Angola (Unita), Jonas Savimbi, morreu em Moxico durante um combate contra tropas governamentais. A morte de Savimbi abriu o caminho para os acordos de paz, assinados em Luanda no dia 4 de abril de 2002 entre representantes do governo angolano e da Unita. A assinatura do acordo pôs fim à guerra civil, que explodiu pouco depois que Angola conquistou sua independência de Portugal em 1975.

O conflito tornou-se, além disso, um teatro de operações da Guerra Fria (1945-1991), pois Estados Unidos e África do Sul apoiaram os rebeldes da Unita, enquanto Cuba e União Soviética respaldaram o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), que governa o país desde a independência. No chamado Dia da Paz, feriado em todo o país marcado pela realização de shows, festivais e atos patrióticos, Santos descerrou hoje em Luena a placa inaugural do monumento que simboliza os acordos de paz.

O monumento representa uma pomba branca que descansa sobre dois braços e tem a palavra "paz" em sua base. Em seguida, o presidente de Angola presidiu um comício popular em Luena, que reuniu mais de 100 mil pessoas no qual destacou as conquistas da paz, com ênfase na reconstrução do país.

"A natureza, que nos deu quase tudo, continua sendo generosa conosco e nos dá força para seguir trabalhando para melhorar nossas vidas, aproveitando esse potencial", afirmou Santos. O ex-combatente José Mussenguite, que vive em Luanda, ressaltou à agência EFE a grande importância do fim da guerra para o país africano. "Qualquer coisa pode acontecer, mas a paz foi o bem mais prezado que conseguiram os angolanos, após muitos anos de guerra", disse Mussenguite.

Atualmente, Angola, membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), é o segundo maior produtor de petróleo da África, depois da Nigéria. Na última década, o país chegou a registrar um crescimento anual de sua economia superior a 20% graças à riqueza petrolífera.

No entanto, grande parte da população continua imersa na pobreza, já que o país conta com uma expectativa de vida e um índice de mortalidade infantil dos mais baixos do mundo. Além disso, a falta de emprego começa a atingir a população, especialmente os jovens, cada vez mais descontentes com o presidente que governa Angola de forma autoritária desde 1979. As próximas eleições gerais do país estão previstas para o próximo mês de setembro.

Publicado dia 04/04/2012
Fonte: http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5702509-EI17615,00-Angola+comemora+anos+de+paz+apos+guerra+que+devastou+o+pais.html

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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Projetos Sociais em Angola: Panificação - Casa dos Miúdos

Pessoal,

Antecipadamente, agradeço por visitarem meu blog.
De acordo com que já comentei em outras postagens, sou voluntário nos projetos sociais da Ordem dos Frades Menores em Angola que atua a serviço da Missão Católica neste país.

Recentemente, recebemos a visita do Frei Osvaldo Maffei, 27 anos que atualmente mora em Petrópolis (RJ), mas nasceu em Jaguapitã (PR). Contamos com seus trabalhos voluntários durante dois meses e além de ter formação em Filosofia e Teologia, por meio do texto abaixo e do blog
http://www.freimaffeiofm.com.br/, vocês perceberão que ele também é metido a fotógrafo, blogueiro, jornalista e que manda muito bem.

Entre vários textos que ele publicou no blog citado, julguei interessante publicar aqui sobre o projeto "Casa dos Míudos" pela importância do projeto num país que sofre com a falta de formação e oportunidades profissionais, acolhimento aos menores em situação de risco e pelas informações e imagens atuais que o Frei Maffei coletou. Também vale ressaltar que estarmos selecionado voluntários na área de panificação para estágio neste projeto.

Desejo que apreciem o texto e ficarei feliz em receber comentários e sugestões. Boa leitura!

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Projeto Casa dos Miúdos: 10 anos construindo a paz.

A paz é fruto do Amor, amor este que é compassadamente edificado no coração das pessoas que o recebem. A paz durante 30 anos foi almejada, sonhada e desejada por todo o povo Angolano. 30 anos de guerra civil é demais para destruir estruturas físicas e dispersar os valores, entre eles a Paz. Uma nação que não possui a paz não vive, vegeta. A Paz é essencial e é esta paz que, construída, ensinada e vivada ao longo de 10 anos, que o Projeto Nossos Miúdos celebra no dia 31 de janeiro de 2012.

No próximo dia 31 de janeiro (2012) o projeto “Nossos Miúdos” com muita alegria celebra os seus 10 anos de existência. Este projeto que ainda é um miúdo, uma criança, já proporcionou a paz a muitos meninos desamparados, seja por motivo da guerra ou abandono por suas famílias. Nesta matéria gostaria de convidá-lo a conhecer este belo projeto que os franciscanos mantêm em Luanda (Angola). O mineiro franciscano, Frei Márcio de Araújo Terra, o missionário mais antigo da Missão dos Franciscanos em terras Angolanas, é o pai deste projeto. Em suas malas, ao chegar a Angola no ano de 1999, Frei Márcio trouxe o seu desejo de colaborar com este povo que tanto sofria. Transcrevo aqui a sua fala acerca de sua primeira experiência pastoral, que muito tem a ver com este projeto, pois foi desta experiência que surgiu a inspiração de se criar este tão importante trabalho.

“Depois deste tempo inicial de muito marasmo, foi-me oferecida a primeira oportunidade pastoral. Aconteceu graças às Irmãs Franciscanas de São José, que estavam iniciando as suas atividades no Roque Santeiro – o maior mercado a céu aberto da África. Crianças e jovens que fugiam das mais diversas regiões de Angola, com medo da guerra acabaram fazendo do Roque a sua casa. Como é próprio do carisma salesiano o cuidado das crianças e da juventude, eles estavam empenhados em desenvolver muitas atividades com estas crianças e jovens. Como, porém, os operários eram poucos, fui acolhido numa equipe para acompanhamento a estes grupos. Foi muito interessante. As atividades de campo aconteciam aos domingos e nas segundas-feiras. Outros dias eram reuniões avulsas para a avaliação, planejamento e formação. Quando as reuniões eram à noite, eu não conseguia participar, porque havia um toque de recolher. Aos domingos, íamos para o Roque por volta das 13h. Era o horário que se encerravam as atividades comerciais. Umas mamas, que lá vendiam e que eram católicas, cediam suas barracas, onde realizávamos uma celebração da palavra. Mas era difícil, porque todo mundo queria mesmo era voltar para suas casas, embora a proposta fosse muito interessante, pois pretendia oferecer aos cristãos católicos a oportunidade de cumprir ali mesmo seu preceito dominical. Nas segundas-feiras, reuníamo-nos com as crianças e jovens. Era o dia do oratório salesiano. Foi aí que tive a primeira oportunidade de entrar em contato direto com muitas crianças e adolescentes, que viviam as duras consequências da guerra: o abandono total”.

O abandono total é algo que tira a paz do coração de qualquer um, ainda mais de crianças que estão se formando para a vida. Este sentimento tocou profundamente o coração de Frei Márcio, e para trazer um pouco de paz ao coração destes miúdos e que o missionário franciscano começou a pensar na possibilidade de uma casa lar. Casa que fosse de acolhimento e de reintegração com a família. Certamente, o mineiro teria um desafio grande para superar.

Com a ajuda da Missionszentrale der Franziskaner comprou-se uma casa de antigos colonos portugueses, uma ‘vivenda’, assim como está escrito na frente da casa. Uma casa lar para os meninos de rua, esta casa com poucos cômodos abrigaria cerca de 20 miúdos. A mobília e equipamentos para a casa foram doados por um padre da Alemanha, e durante o primeiro ano a Cáritas Francesa deu o dinheiro para a alimentação.

Após uma prévia seleção, no dia 31 de janeiro de 2002, foi inaugurado o Projeto Nossos Miúdos, que segundo o seu fundador, “isso foi feito com a cara e a coragem”. Há um provérbio popular que afirma que se isso for da vontade divina irá prosseguir. Tanto prosseguiu que neste mês completa 10 anos de existência, de longos trabalhos, desafios e barreiras superadas. Um dos desafios era tornar-se autossustentável. “Se o diretor de uma instituição infantil vive pedindo aqui e acolá recursos, para sustentar a sua obra, indiretamente ensina as crianças a pedirem”, afirma Frei Márcio. Foi então que conseguiram o apoio para comprar maquinários e montar uma pequena escola de padaria e confeitaria. Isso, seria um meio profissionalizante para os adolescentes que lá viviam, e com a venda dos pães, haveria o sustento para a casa.


O Projeto Nossos Miúdos hoje tem uma padaria montada com um ótimo maquinário, isso graças ao investimento que recebeu da empresa brasileira Petrobrás. Com isso hoje os meninos do projeto, só os mais velhos, podem aprender a arte da confeitaria e se sentem importantes em poder retribuir o carinho recebido. Em média são produzidos todos os dias 1800 pães que são vendidos para as creches e escolas de Luanda, além dos vizinhos.

O objetivo deste projeto é de acolher e recolher os meninos desamparados e proporcionar-lhes a reintegração seja na própria sociedade como na família. A casa acolhe apenas os meninos de 9 a 19 anos. No início, a maior parte dos miúdos eram aqueles que fugiam da guerra. Com o fim da guerra este número mesclou com outro fenômeno muito comum em Angola, o de crianças acusadas de feitiçaria e que foram abandonadas pelos pais. Segundo Frei Márcio, neste último caso é sempre mais difícil de se fazer a reintegração na família, uma vez que a cultura local cultiva muito a crença de que crianças sejam feiticeiras e poderia trazer o mal para a família.

Hoje, o projeto assiste a 20 miúdos, sendo crianças e adolescentes, além daqueles que já saíram da casa e sempre voltam, pois sentem que ali é sua casa também. O carinho, a educação, a formação e os valores que eles recebem no projeto, os capacitam para que se tornem cidadãos conscientes e
sejam transformadores ativos na sociedade.

Um dos pontos fortes deste projeto é o cultivo dos estudos. Todos os miúdos frequentam a escola. “Eles gostam e fazem muita questão de ira a escola. Isso não é problema”, assegura Frei Márcio. A educação tem o poder de transformar a sociedade, pois ela planta a semente que ama-nhã produzirá frutos. Se plantarmos a paz colheremos a paz. Assim é o cultivo deste lar dos miúdos. Todo o dia se semeia a Paz.

O Projeto Nossos Miúdos que está localizado no bairro Palanca da capital nacional ainda é um miúdo 10 anos é pouco, porém muitos meninos foram beneficiados, muitos, muitos mesmo, tiveram suas vidas poupadas e em seus corações foi plantada a paz através do amor. Certamente, aqui podemos afirmar, são 10 anos construindo a paz. Nossos Miúdos. Nossa Riqueza.

Outros textos sobre a experiência do amigo e Frei Osvaldo Maffei estão disponíveis no seu blog:
http://www.freimaffeiofm.com.br/

Agradeço ao Frei a disposição em ajudar e por enviar textos e fotos.
Obrigado por visitarem meu blog.

Beijos e abraços

Roberto Pascoal
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Negócios em Angola: Descobrindo Angola

Pessoal,
No último domingo, 19/02, foi um publicado um texto que escrevi no Jornal A Notícia de Joinville, Santa Catarina.
Neste oportunidade, relatei minha experiência e expectativas para este ano.
Desejo que apreciem e que comentem.
O mesmo texto se encontra no portal deste jornal - http://www.an.com.br/

Boa leitura!

Angola, de 1961 a 2012

No dia 04 de fevereiro Angola celebrou o 51º aniversário do início da luta armada pela independência do colonialismo português. Logo o conflito se transformou numa guerra civil, somando aproximadamente 40 anos de guerra. Angola passa quase despercebida nesse cenário, alguns têm a impressão de que não nos influencia. No entanto, este fantástico país africano está muito próximo de nós.

Não é de hoje que Santa Catarina recebe estudantes angolanos, como, por exemplo, na UNESC de Criciúma e na UFSC em Florianópolis, entre outras instituições; nossa Univille também se prepara para receber angolanos e enviar brasileiros para estágio voluntário. Grupos de Capoeira do Estado trocam experiências em eventos, fortalecendo este movimento cultural presente nos dois países - lembrando que a capoeira foi criada pelos escravos africanos, incluindo angolanos, trazidos ao Brasil. Em 2011, entre os países africanos, Angola foi um dos principais destinos das exportações catarinenses por meio de produtos como móveis, carnes, vestuário, máquinas, entre outros. Sem falar no número de catarinenses profissionais da construção civil, saúde, logística, educação, administração e representação comercial que atuam em Angola.

Desenvolvendo atividades de representação comercial e projetos sociais em Angola há 2 anos, percebo que desbravar um país num momento pós guerra é superar-se todos os dias. Viver no meio dos congestionamentos, da poeira, do odor do lixo nas ruas, da escassez que eleva os preços de qualquer tipo de produto, da delinquência, do comportamento agressivo que parte das pessoas possui no trânsito, nas ruas, na prestação de serviços públicos e privados é um desafio constante e, além do desapego ao conforto que estamos habituados aqui, é necessário ter habilidade para permanecer sobre a pressão deste cotidiano que é, na verdade, uma consequência de seus anos de guerra.

Embora seja um país reconhecido pela atividade da produção do petróleo, da extração de diamantes, e mais recentemente, da produção de gás, a precariedade é ainda latente e a riqueza se concentra numa minoria afortunada. O Relatório do Desenvolvimento Humano (PNDU-2011), diz que dos 187 países pesquisados, Angola esta na 148ª posição - 54% da população vive com menos de 1,25 USD por dia, 78,5% da população urbana vive em casas construídas sem materiais adequados e somente 40% possuem acesso à eletricidade. O mesmo relatório de 2010 ainda aponta Angola como o penúltimo no nível mundial referente à mortalidade infantil, no tocante à alimentação, mostra que 44% da população está abaixo de um requisito mínimo de calorias sugeridas em uma dieta alimentar saudável. O pouco acesso à formação profissional desvaloriza a mão de obra angolana, afetando principalmente os jovens que preferem buscar, muitas vezes, renda na informalidade, ao invés de garantir um futuro promissor, expondo-os à marginalidade.

Contudo, Angola não é formada apenas pela precariedade. Este país é uma das economias mais promissoras de África e alvo de empresas e países que buscam fortalecimento em alianças comerciais internacionais. Segundo o Relatório de Oportunidades 2010 – Angola da APEXBrasil (Agência Brasileira de Promoção a Exportação e Investimentos), entre 2002, ano em que foi iniciado o processo de paz, e 2008, o PIB angolano cresceu 12,8% em média a cada ano. Em função da crise mundial houve uma quebra de 2,4% em 2009, a recuperação de 3,4% em 2010 e 7% em 2011. De acordo com o relatório anual, World Economic Outlook, do Fundo Monetário Internacional (FMI) o crescimento de 2012 deverá ser em torno de 12,6%. Todo este crescimento, somado à necessidade de reconstrução do país, tem chamado atenção de todo o mundo para fornecimento de produtos e serviços necessários para reconstruir um país, com destaque na construção civil.


Para além das questões econômicas, o ânimo angolano no “levar a vida” não fica por baixo. Grande parcela da população possui o espírito de superação, a vocação para o trabalho, o desejo pela formação estudantil/profissional, o orgulho da sua cor, a valorização dos laços familiares e uma alegria expressa em sorrisos que inevitavelmente também estampam a esperança de dias melhores – diga-se de passagem, características bem presentes do povo brasileiro, e porque não, aproximando o zoom, do povo catarinense?

E para que não corramos o risco de Angola e outras oportunidades passarem por nós sem a devida atenção e para que, consequentemente, haja uma possível evolução pessoal e profissional, que estejamos sempre abertos ao outro, ao diferente, com o interesse sobre aquilo que está fora de nossa zona de conforto, além de nossas experiências. Procurar compreender outras realidades e perspectivas, distantes geograficamente, mas, ao mesmo tempo, tão próximas e familiares; inevitavelmente, nos tornaremos pessoas mais preparadas para os desafios do cotidiano, seja de lá ou de cá.



Roberto Pascoal
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sábado, 18 de fevereiro de 2012

Negócios em Angola: Eleições 2012

2012 será mais um ano marcante para Angola, pois acontecerá a terceira eleição desde sua interpendência em 1975.

José Eduardo dos Santos comanda o país desde 1979 e é o presidente mais antigo no poder do continente africano, ao lado do presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Nguema. Inúmeras são as acusações de autoritarismo, enriquecimento ilícito e nepotismo, o que supõe a falta do senso de prioridade ao combate à probreza, educação, desemprego, saúde, moradia, saneamento básico, entre outros. Além disso, para muitos, gera dúvidas sobre a transparência e legitimidade das ecolhas dos deputados a Assembléia Nacional e do próprio Presidente da República.

No entanto, o atual presidente vem afirmando que o processo será legítimo e democrático. Segundo o portal África 21 Digital, José Eduardo dos Santos se diz ciente e comprometido com as precariedades. “É necessário realizar alguns dos nossos objetivos essenciais, tais como erradicar a fome, a pobreza, o analfabetismo, as injustiças sociais, a intolerância e os preconceitos de natureza racial, regional e tribal”, e que os objetivos do próximo mandato terão como base “um maior equilíbrio do desenvolvimento nacional, a urgência da execução dos programas de reabilitação das vias secundárias e terciárias, água para todos, municipalização dos cuidados de saúde, comércio rural e habitação social.”

A comunidade internacional também tem incentivado as eleições. Recentemente, chefes de estados como Barak Obama e Ângela Merkel - chanceler alemã, têm enviado recados de incentivo às eleições, destinado ao meio político, e pode-se dizer também ao povo. No passado, nossa Dilma discursou em Luanda e falou sobre o aprofundamento da democracia em Angola, apesar de o presidente José Eduardo dos Santos estar no cargo desde setembro de 1979 (contraditório, eu sei!).

Também é fato que os meios de comunicação, igrejas, associações, direções provinciais, comunas e o próprio governo vêm incentivando a população a estar em dia com o registro eleitoral para que possa exercer o direito de voto, e creio que isto seja um bom sinal.

Particularmente, vejo a eleição com bons olhos. Mas considerando todo contexto de Angola desde a década de 60, quando iniciou o conflito para descolonização, percebe-se o tamanho do desafio em transpor a fragilidade dos processos eleitorais. Trocando impressões com empresários angolanos, portugueses e brasileiros que atuam em Angola, nota-se a aprovação deste suposto ato democrático, mas também há insegurança no impacto que isto pode gerar na economia, pois se existem boas perspectivas em ano de eleição (abre a tornerinha), também há dúvida nos anós pós-eleições (a tornerinha continuará aberta?).

Por fim, de acordo com outra citação do atual presidente “Tudo requer tempo para ser feito”, então, só o tempo dirá e assim, eu prefiro acreditar, que será um importante passo rumo à prosperidade, não somente para os políticos, construtoras, generais, representantes comerciais (me incluo nisto) e todo tipo de fornecedor de produtos e serviços que auxiliam na reconstrução do país (sai fora China – rs), mas, principalmente, para toda população que necessita de suprimentos para necessidades essenciais.



Contudo, vamos aguardar, torcer e rezar para ver no que dá!

Muito obrigado por visitarem meu blog e assistam o vídeo abaixo! :)

Beijos e abraços,


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sábado, 4 de fevereiro de 2012

Curiosidade: Conheça o município de Bundas, Moxico, Angola




Nestes dias eu pesquisava informações sobre Angola para um novo texto e me deparei com um município angolano com o nome no mínimo curioso. O Município de Bundas.



Bundas esta localizada na província de Moxico a oeste de Angola e faz fronteira com a República da Zâmbia. Possui aproximadamente 4 mil habitantes e é um município rico na produção de milho, arroz, mandioca e outros produtos agrícolas.



Apesar dos investimentos em postos de saúde, escolas, pontes, casa, estradas e toda reconstrução que Bundas necessita, o município vive muitas dificuldades, pois como outras cidades, Bundas foi gravemente prejudicada durante o período de guerra (esta parte ficou estranha, mas não foi proposital - rs). Muitas estradas ainda não estão livres de minas terrestres e muitas pontes continuam destruídas, tornando o município quase inacessível, a não ser por ar.



A história da formação desta cidade e seu povo deverão ser registrados em um livro para que os jovens e as próximas gerações conheçam as dificuldades e vitórias de que fez parte desta cidade.




Em Bundas se destaca o Grupo Marimba que é formado por jovens e adultos. O grupo leva o nome do próprio instrumento e segundo a Wikwpédia, a marimba é um instrumento africano de percussão, um idiofone, de forma semelhante ao xilofone, com lamelas de madeira, normalmente de pau-santo ou pau-rosa, que ao serem percutidas com baquetas produzem um som doce e melodioso. Veja o vídeo abaixo.


Ainda não consegui descobrir qual a relação de Bundas com a própria bunda(rs) e outro blogueiro fez mais um questionamento interessante: Como se chama quem mora em Bundas? Boa pergunta – rs!



Quando eu menos espero, me surpreendo com algo novo. Angola realmente tem de tudo! Assim que regressar para Luanda, vou querer saber mais sobre esta cidade e volto a comentar.



Obrigado por vistarem meu blog.



Beijos e abraços.



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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Fechando mais um ano!

Como nos últimos anos, 2011 foi marcado por grandes expectativas e consequentemente, com muitas realizações. Diante de cada dificuldade, a determinação e a persistência se sobrepuseram, porque o resultado advindo de cada dificuldade, fortalecia-me ainda mais para as novas buscas.

O volume de negócios continua a aumentar como também as alianças comerciais com empresas angolanas, brasileiras e portuguesas. Tendo como referência os negócios ao qual estou envolvido, percebo o reaquecimento do mercado angolano no segundo semestre e creio que em 2012 será melhor.

Além de estar mais familiarizado com as características deste mercado, creio que a eleição presidencial, o início das exportações de gás angolano e os apoios do governo brasileiro, como por exemplo, o acordo entre Brasil e Angola para facilitar a circulação de pessoas nos dois países e as linhas de financiamento para o incentivo às exportações, proporcionarão o tal crescimento de 12% no próximo ano.

Os projetos sociais também avançam. Estabelecemos novas e importantes parcerias que aumentarão o número de beneficiados em projetos educacionais e desportivos.

Em Viana, região metropolitana de Luanda, conseguimos financiamento para um sistema de energia solar que beneficiará a escola de informática mantida pela Fundação Imaculada Mãe de Deus de Angola (FIMDA), entidade que trabalha em prol da Missão Católica Brasileira em Angola.

Nesta mesma região, iniciaremos a construção de uma escola com 12 salas de aula com capacidade para atender 1200 crianças e adolescentes. Este projeto conta com apoio de benfeitores brasileiros como amigos pessoais, integrantes do Núcleo dos Jovens Empresários da Associação Comercial e Industrial de Joinville – ACIJ, Spazio Atelier de Arquitetura, ONG’s Internacionais e Instituições Privadas de Angola. E os voluntários para área de desporto e informática também criam expectativa. Cada vez mais recebemos interessados que são direcionados para o processo de seleção.

O ano de 2011 também foi de muitas passagens, ou seja, encontrei e reencontrei pessoas fantásticas que se tornaram importantes. Algumas continuaram presentes e outras permanecem vivas em boas lembranças. E é através delas que muitos caminhos se abrem e continuam se abrindo, o que nos faz pensar e refletir que devemos estar abertos a novos relacionamentos, independente da natureza, e ter a humildade de muitas vezes escutar e se entregar para viver e aprender, e isso, nos faz crescer.

Desejo que estes encontros e reencontros se repitam em 2012 e que sejamos capazes de tratar as pessoas exatamente como gostaríamos de sermos tratados, pois cada vez mais me convenço que o segredo esta na forma como tratamos as pessoas, independente do que recebemos delas. Que a nossa fé seja fortalecida e que nossos olhos possam ver o que há de melhor em cada ser humano que nos cerca.

Enfim, que nossos desejos sejam mais coletivos. Que possamos praticar a bondade, a compaixão e a partilha. Trabalho, network, business, sempre serão importantes e em muitos momentos estarão na linha de frente, mas acredito que estes valores são mais importantes!

Que venha 2012!

Obrigado por visitarem meu blog.

Um forte abraço e dias melhores em 2012!

PS.: abaixo mais um vídeo bacana de alguns amigos angolanos desejando PAZ & BEM!


Roberto Pascoal

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