Caros Amigos,
No ano passado, recebemos a visita de dois professores da Universidade da Região de Joinville (UNIVILLE). O objetivo foi conhecer projetos sociais desenvolvidos pela Fundação Imaculada Mãe de Deus de Angola(FIMDA), fundação ao qual sou volun tário, para preparação de alunos para estágios em Viana, região metropolitana de Luanda e Malange que ficao ao centro do país.
Em conseqüência a visita, foi assinado um convênio entre a UNIVILLE e a FIMDA para cooperação mútua na realização de projetos de desporto e panificação, inicialmente.
Abaixo, segue um texto elaborado pelo Prof. Pedro Morales que expõe sua visão dos dias que passou em Angola!
Ótima leitura e obrigado por visitarem meu blog.
Beijos e abraços.
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Angola – Contrastes e Transformação
Entre os dias 15 e 25 de novembro estive na Angola, um dos países do continente Africano. Na mesma Angola que esteve por anos, e continua estando, na mídia por causa de suas guerras e a última deixando milhares de pessoas sem lar e sem esperança, sem falar nos milhares de mutilados e traumatizados por, eventualmente, encontrarem alguma armadilha deixada para trás.
Por estar se recuperando de uma guerra ( a última) de 27 anos encontrei dificuldades no deslocamento, muitas estradas estão sendo refeitas, várias pontes precisão ser reconstruídas e muita coisa no que se refere a mobilidade está de forma precária.
Entretanto, percebe-se que o governo vem, de forma gradual, melhorando estas condições. Ao mesmo tempo em que passei por uma belíssima ponte, sobre um maravilhoso rio que da nome a moeda nacional, o Rio Kwansa, recém inaugurada finalizando uma estrada também recém inaugurada deparei-me com um grande problema, na continuação a estrada estava em péssimas condições, com a trafegabilidade muito comprometida, principalmente por causa das fortes chuvas recém caídas.
Essa referência a transformação é também percebida pelo imenso canteiro de obras em que a capital – Luanda está tomada. Ao andar pelo centro e parte litorânea, não são uma ou duas, mas sim várias obras em andamento, são prédios em diferentes estilos e tamanhos, elevados, novas ruas que estão surgindo, infra estrutura, praças e outras ações...portanto, transforma a capital em um verdadeiro “canteiro de obras”.
Por outro lado, dentro da transformação foi possível visualizar um contraste muito grande, que acredito, que deva sumir a medida em que o governo vai transformando a estrutura física, refiro-me ao contraste social. Talvez ele exista, talvez não. Caracterizar um contraste é também necessário entender a sua origem e em pouco tempo e com informações diminutas fica muito difícil, mas possível de dizer que ao mesmo tempo em que existem muitas obras fica clara a existência de uma população relegada a um 2º....., não a um 3º plano. São vilas imensas sem infra estrutura, sem água ou com muito pouco acesso a ela, sem energia elétrica ou como pessoalmente presenciei nos 10 dias, somente um existiu energia vinda da rede elétrica, os demais dias foram pela produção de geradores elétricos a gasolina ou disel, sem saneamento, coleta regular de lixo e resíduos, atendimento básico a saúde e por aí a fora.
Falar de higiene é preciso pensar na água, coleta de lixo, energia e, portanto é possível de entender que ela é precária e, portanto a população está sujeita a inúmeros problemas advindos da falta de higiene, seja pessoal ou ambiental.
Esse talvez seja o maior contraste encontrado e ele não está só na capital mas também nas pequenas vilas ou aldeias por onde passei percebi que algumas coisa são tão naturais que talvez seja até possível entender o por que do lixo nas ruas, porém esse fato dá a entender o porque das doenças que matam principalmente por falta de cuidado e por crendices populares.
Por outro lado vi um povo que se torna simpático a medida que se dá por conhecer e na minha área de atuação em que existe uma carência muito grande de profissionais, se mostram interessados em aprender para poder reproduzir. Acredito que se realmente houver condições e principalmente apoio o projeto de extensão universitária com a Missão Católica, coordenada pelo Frei Angelo e pelo intermediado voluntário Roberto Pascoal pode muito bem representar um começo de transformação onde, até o presente momento, não foi iniciada.
Prof. Ddo. Pdro Jorge Cortes Morales - Chefe do Departamento de Educação Física da UNIVILLE.













No ano passado, recebemos a visita de dois professores da Universidade da Região de Joinville (UNIVILLE). O objetivo foi conhecer projetos sociais desenvolvidos pela Fundação Imaculada Mãe de Deus de Angola(FIMDA), fundação ao qual sou volun tário, para preparação de alunos para estágios em Viana, região metropolitana de Luanda e Malange que ficao ao centro do país.
Em conseqüência a visita, foi assinado um convênio entre a UNIVILLE e a FIMDA para cooperação mútua na realização de projetos de desporto e panificação, inicialmente.
Abaixo, segue um texto elaborado pelo Prof. Pedro Morales que expõe sua visão dos dias que passou em Angola!
Ótima leitura e obrigado por visitarem meu blog.
Beijos e abraços.
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Angola – Contrastes e Transformação
Entre os dias 15 e 25 de novembro estive na Angola, um dos países do continente Africano. Na mesma Angola que esteve por anos, e continua estando, na mídia por causa de suas guerras e a última deixando milhares de pessoas sem lar e sem esperança, sem falar nos milhares de mutilados e traumatizados por, eventualmente, encontrarem alguma armadilha deixada para trás.
Por estar se recuperando de uma guerra ( a última) de 27 anos encontrei dificuldades no deslocamento, muitas estradas estão sendo refeitas, várias pontes precisão ser reconstruídas e muita coisa no que se refere a mobilidade está de forma precária.
Entretanto, percebe-se que o governo vem, de forma gradual, melhorando estas condições. Ao mesmo tempo em que passei por uma belíssima ponte, sobre um maravilhoso rio que da nome a moeda nacional, o Rio Kwansa, recém inaugurada finalizando uma estrada também recém inaugurada deparei-me com um grande problema, na continuação a estrada estava em péssimas condições, com a trafegabilidade muito comprometida, principalmente por causa das fortes chuvas recém caídas.
Essa referência a transformação é também percebida pelo imenso canteiro de obras em que a capital – Luanda está tomada. Ao andar pelo centro e parte litorânea, não são uma ou duas, mas sim várias obras em andamento, são prédios em diferentes estilos e tamanhos, elevados, novas ruas que estão surgindo, infra estrutura, praças e outras ações...portanto, transforma a capital em um verdadeiro “canteiro de obras”.
Falar de higiene é preciso pensar na água, coleta de lixo, energia e, portanto é possível de entender que ela é precária e, portanto a população está sujeita a inúmeros problemas advindos da falta de higiene, seja pessoal ou ambiental.
Esse talvez seja o maior contraste encontrado e ele não está só na capital mas também nas pequenas vilas ou aldeias por onde passei percebi que algumas coisa são tão naturais que talvez seja até possível entender o por que do lixo nas ruas, porém esse fato dá a entender o porque das doenças que matam principalmente por falta de cuidado e por crendices populares.
Por outro lado vi um povo que se torna simpático a medida que se dá por conhecer e na minha área de atuação em que existe uma carência muito grande de profissionais, se mostram interessados em aprender para poder reproduzir. Acredito que se realmente houver condições e principalmente apoio o projeto de extensão universitária com a Missão Católica, coordenada pelo Frei Angelo e pelo intermediado voluntário Roberto Pascoal pode muito bem representar um começo de transformação onde, até o presente momento, não foi iniciada.
Prof. Ddo. Pdro Jorge Cortes Morales - Chefe do Departamento de Educação Física da UNIVILLE.













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